Os Limites do Pacto Conjugal


"Casamento é uma longa conversa entremeada de disputa". Robert Louis Stevenson
O casamento é um pacto que gera benefícios para as partes que o celebram. Ele amplia os recursos, une as forças, é garantido por leis. Alguém poderá, então, pensar que um pacto “é só alegria”. Claro que há muitos benefícios em pactuar-se com a pessoa amada e com Deus, que também participa dos pactos matrimoniais.
Os pactos, no entanto, também preveem responsabilidades e têm limites que precisam ser observados e respeitados. Embora os benefícios do pacto possam dar um “brilho” a essa nova situação, os limites é que reforçam os laços e podem garantir a sua estabilidade.
Quais são os limites do pacto conjugal?
Em nossos dias, ouvimos a todo o momento alguém falar em pós-modernidade. Vivemos na pós-modernidade. Em seguida, as pessoas afirmam que “hoje os valores são outros”. Na pós-modernidade, tudo é relativizado. Isto significa que aquilo que vale para mim pode não valer para você. Em outras palavras, não há absolutos. Tudo é relativo. Será que isso funciona na prática?
Imagine uma situação hipotética. Você tem o seu cônjuge, ama o seu cônjuge e está feliz com ele. Vocês vivem um conto de amor. São fieis um ao outro e estão seguros na sua relação. No entanto, uma pessoa de fora da sua relação, com a mentalidade pós-moderna, relativiza os valores e não acredita que é preciso haver valores absolutos. Essa pessoa, então, “dá em cima” do seu cônjuge, paquera o seu cônjuge e o seduz. Você descobre e, naturalmente, fica indignado ou indignada.

Para você, a fidelidade é um valor absoluto. Ora, cada panela com a sua tampa! Mas “uma outra” panela está querendo ser “fechada” com a sua tampa.
O que eu quero dizer com isso, e você já deve ter notado a mensagem, é que, embora a mentalidade corrente na atual geração queira nos impor uma nova maneira de pensar, isso não faz com que os limites e valores absolutos do pacto criado por Deus há milhares de anos devam ser alterados por conta das nossas variações e da relativização na maneira de pensar. Não somos nós que alteramos o curso das coisas criadas por Deus.
Os casais que celebram um pacto na presença de Deus – e digo mais! – os casais que pretendem estabelecer uma relação sólida e constituir uma família, ainda que pensem diferentemente de Deus, devem seguir os parâmetros que estão postos desde sempre. O casamento, como pacto criado por Deus, segue necessariamente essa linha de condução. Os tempos mudam – e mudam mesmo! – mas isso não significa que Deus ajuste o Seu modo de pensar e valorizar as coisas simplesmente porque nós mudamos. Aliás, é o contrário. A estabilidade de Deus e a sua permanência imutável é que se tornam para nós o referencial seguro. Imagine se o Senhor mudasse de opinião cada vez que o homem muda o seu modo de pensar e comportar-se! O mundo estaria pior do que vemos. O escritor russo Fiódor Dostoievski sabiamente escreveu:
Se Deus não existe, tudo é permitido.
Assim, como Deus existe, nem tudo é permitido. Sigamos, então, os limites estabelecidos para o casamento.
autor:PR. JOSUÉ GONÇALVES

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